A China reduziu os níveis requeridos de proteína nas plantas de lácteos para leite in natura como uma forma de desestimular os produtores a adicionar o composto químico industrial melamina, visando se adequar aos testes de leitura de proteína, informaram oficiais do Ministério da Saúde do país.
A melamina, tipicamente usada na fabricação de plásticos, fertilizantes e concreto, foi amplamente encontrada em produtos lácteos da China há dois anos, resultando em morte de pelo menos seis crianças e deixando milhares de crianças com doenças renais. Apesar das pesquisas e proibições contra o uso de melamina em produtos lácteos, produtos contaminados com o composto ainda estão sendo encontrados, o que mostra a persistência dos problemas de segurança alimentar do país. Na semana passada, autoridades encontraram 76 toneladas de produtos contaminados com melamina.
O alto teor de nitrogênio da melamina faz com que os níveis de proteína do leite pareçam altos. O novo nível mínimo de proteína para leite cru foi reduzido para 2,8% com relação ao padrão anterior de 2,95%, disseram oficiais do Ministério da Saúde. O novo padrão é mais realista, em parte porque muitas vacas leiteiras são alimentadas com alimentos de baixa qualidade, o que leva a níveis baixos de proteína, disse o secretário geral da Associação de Lácteos Heilongjiang, Wu Heping.
"O nível de 2,8% é baseado em muitos dados coletados após uma pesquisa feita pelo Ministério da Agricultura e é mais adequado ao atual desenvolvimento econômico da China", disse o especialista em saúde, Wang Zhutian.
A China determinou um nível mínimo do químico em leite em pó para bebês, de 1 mg/quilo, e 2,5 mg/quilo para outros produtos alimentícios. Oficiais disseram que isso representa quantidades que podem ser introduzidas por resíduos de pesticidas ou materiais da embalagem.
As informações são da Reuters, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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