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Criadores reclamam do preço pago pelo leite em Minas Gerais

PostDateIcon sex, 01/04/2011 - 15:54

Principal causa da insatisfação é o aumento do custo para produzir. Quantidade diária de leite entregue na cooperativa está abaixo do esperado.

Em Minas, o preço pago pelo leite tipo "C" ficou até um pouco acima da média nacional. Mesmo assim, os criadores ainda não estão satisfeitos e a principal causa é o aumento do custo de produção.
O pecuarista Roberto de Oliveira tem 33 vacas em lactação. São 600 litros por dia. Ele cria a "vacada" no sistema extensivo e aproveita o pasto verde, resultado da boa chuva.
Roberto conta que, apesar da vantagem de ter capim com fartura, é obrigado a complementar a dieta dos animais com ração e é aí que começa o problema. Ele está recebendo R$ 0,75 pelo litro e com o preço alto do milho, o custo também subiu. “Se tirar o concentrado da vaca, deixar só no pasto, a produção do leite cai. Aí só vai piorando as coisas, a gente tem que segurar para passar pelas dificuldades”.
Na Cooperativa de Laticínios de Uberlândia foram entregues no mês de março, em média, 175 mil litros de leite por dia. A captação é praticamente a mesma de fevereiro e segundo a cooperativa, a demanda continua forte.
“O cenário está melhor do que o ano passado e temos pressão de compra alta de países asiáticos e Oriente Médio. Internamente, temos melhoria de renda das classes inferiores e quando ocorre isso, a procura por produtos alimentícios é maior e os lácteos acompanham essa demanda”, disse Cenildes Vieira, presidente da cooperativa.
A captação nos laticínios em março foi semelhante à do mês de fevereiro, mas em relação a março do ano passado está bem menor.
A quantidade diária de leite que está sendo entregue na cooperativa, em março, foi de 140 mil litros de leite por dia, abaixo do esperado, comparado com o mesmo período do ano passado.
Eduardo Dessimoni, diretor do Sindicato Rural de Uberlândia, explica que a concentração de chuva nos últimos meses provoca queda de luminosidade. "É preciso haver um equilíbrio entre luminosidade, temperatura e água para o crescimento da pastagem. Esse desequilíbrio provocou a diminuição de dois meses consecutivos. O transporte também ficou prejudicado, assim como a qualidade. São diversos fatores que além de dificultar a qualidade, também prejudicam a chegada do leite até a cooperativa".
Em Minas Gerais houve um aumento de preço em torno de R$ 0,05. Na cooperativa houve estabilidade.

Fonte: G1.com

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