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Leite cresce e fatura R$ 44,5 bilhões no Brasil

PostDateIcon ter, 02/08/2011 - 16:45

O mercado brasileiro de leite e produtos lácteos faturou, em 2010, R$ 44,5 bilhões, segundo estudo realizado pela Leite Brasil. Esse número representa um crescimento de 17,1% em relação a 2009, quando foram registrados R$ 38 bilhões.

O segmento da cadeia do leite e derivados que mais cresceu em 2010 foi dos produtos informais (+35,1%), em função da ampliação dos preços médios, seguido pelo de queijos e requeijão (+24,1%) e pelo leite em pó (+22,7%). Já o crescimento do leite longa vida (+5,1%) acompanhou a inflação, mas seu faturamento ficou em primeiro lugar entre os produtos sob inspeção. O leite pasteurizado foi o único segmento que apresentou queda de faturamento (-3,3%).

O estudo da Leite Brasil indica ainda que, se considerado apenas o volume de leite e produtos lácteos inspecionados, o setor contabilizou em 2010 um faturamento de R$ 33,9 bilhões. Assim, o segmento leiteiro ficou atrás apenas dos setores de carne e açúcares, que faturaram no mesmo ano R$ 66,4 bilhões e R$ 37 bilhões, respectivamente, segundo dado divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA).

O principal diferencial entre esses setores, de acordo com a Leite Brasil, é que os setores de carnes e açúcares são fortes no mercado externo, enquanto o de leite e derivados é predominantemente abastecedor do mercado interno, com 99% de suas receitas originadas no Brasil. Ou seja, praticamente os 30 milhões de litros de leite produzidos anualmente no País são consumidos aqui mesmo.

De acordo com a associação que representa os produtores, a valorização do setor é sem dúvida uma boa notícia, porém, o que preocupante é fato dos produtos informais representarem a principal fatia do faturamento desse mercado, com R$ 10,6 bilhões (queijos informais R$ 5 bi; leite fluido informal R$ 4,2 bi; outros produtos informais R$ 1,4 bi) e participação de 23,9% do total do setor.

“A importância econômica do leite informal indica a necessidade de uma maior fiscalização do Governo e a criação de campanhas de esclarecimentos à população sobre os riscos de consumir esse tipo de alimento”, explica Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil. “Um modo de os governantes estimularem a comercialização de leite inspecionado é adotar políticas de incentivo à tecnologia e fomento à produção rural e industrial”, reforça Rubez.

Fonte: Portal do agronegócio

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