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MG: PREÇO DO LEITE PODE SUBIR ATÉ 10%

PostDateIcon sex, 15/07/2011 - 10:13

A entressafra no campo atingiu em cheio o bolso dos consumidores da capital mineira. O valor do leite in natura, vendido diretamente pelo produtor, aumentou 6,45% na comparação de junho deste ano com o mesmo mês de 2010 – de R$ 0,81 para R$ 0,85.
Em Belo Horizonte, o preço de alguns derivados do alimento avançou no primeiro semestre mais do que a inflação nacional do período, medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE - veja quadro). Entretanto, o maior reajuste ainda estar por vir: o leite longa vida, aquele em caixinha, terá cifra no varejo ampliada em até 10% nas próximas semanas, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV), Laércio Barbosa.

“O consumidor fica refém do preço do leite e de seus derivados. A possibilidade de (o in natura) voltar a subir nos próximos dias devido à entressafra vai refletir no valor do queijo, da manteiga e outros derivados do produto”, afirma a comerciante Terezinha das Dores Silva. O que ocorre com o mercado de leite in natura e derivados é acompanhado de perto pelos pecuaristas mineiros, pois o estado é dono da maior bacia leiteira do Brasil, com 7,9 bilhões de litros por ano: 27,2% da produção nacional. Nos últimos 12 meses, os fazendeiros aumentarem o preço do litro em 6,45% em razão da entressafra, iniciada em maio, e da disparada dos custos da produção.

Barbosa diz que foi observada valorização contínua da matéria-prima (leite in natura) em importantes regiões do país, o que obriga a indústria a rever as previsões e a repassar os custos ao comércio. Tal valorização, segundo ele, se deve ao período da entressafra “particularmente severa”. Em Minas, a queda no volume do in natura foi de 3% na comparação entre maio e abril. O recuo foi maior em São Paulo (5,3%) e em Goiás (5%).

Esses percentuais eram esperados pela ABLV, mas a entidade acreditava que a produção do leite cru nos estados do Sul brasileiro iria compensar a entressafra no restante do país. Porém, a geada que castigou a região até permitiu que a produção crescesse (5%), mas ela foi incapaz de compensar a queda no restante do país.

Vacas magras “A produção de leite não cresceu como imaginávamos”, disse Rodrigo Alvim, presidente das comissões de Leite tanto da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) quanto da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Para piorar, em Goiás, fabricantes do longa vida investiram pesado em equipamentos, mas as máquinas trabalham com ociosidade. “O parque industrial lácteo acumula ociosidade de 50%, há produtores que recebem mais de R$ 1.

Os produtores não estão aumentando a produção em volume suficiente para atendê-la”, acrescentou Alvim. Mas não apenas o período de vacas magras no campo refletiram no aumento do preço do leite cru, o que acabou interferindo no valor do produto pasteurizado.

O custo da cadeia produtiva para leite cru e de alguns insumos subiu nos últimos 12 meses acima do reajuste de 6,45% valor do in natura. “O da mão de obra foi de 9%; o da ração, 14%. O dos volumosos (cana para picar, capim etc), 15%. Já o do sal, 44%”, informou João Ricardo Albanez, superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais. No caso do insumo, um dos grandes vilões foi o milho. A saca de 60 quilos, que custava R$ 18,19 em 12 de julho de 2010, foi vendida, nessa quarta-feira, exatamente um ano depois, a R$ 30,3, aumento de 66,5%.

Fonte: Revista Leite Integral 

   PostTagIcon Categoria: Notícias

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