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Preços agropecuários voltarão a acelerar, diz Quest

PostDateIcon sex, 28/10/2011 - 15:24

O comportamento positivo dos preços agropecuários no atacado deve ter vida curta e tende a não se repetir em novembro, diz o economista Pedro Rotta, da Quest Investimentos. "Se continuassem na mesma toada de outubro, esses preços poderiam caminhar até para a deflação, mas, pelo acompanhamento que fazemos desses produtos, dá para perceber que terão uma reaceleração, mas nada muito intenso", afirmou Rotta, em entrevista à Agência Estado.

O economista refere-se ao Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) Agropecuário, que saiu de uma alta de 1,57% para 0,04% entre setembro e outubro, conforme divulgou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tais preços representam quase 25% do IPA Geral, que fechou outubro em 0,68%, ante 0,74% no mês anterior. O comportamento dos preços agropecuários em outubro convergiu para as expectativas da Quest. "Tínhamos um número para agropecuários em linha com o resultado", disse o economista, explicando que a desvalorização do câmbio vinha limitando o efeito da queda das cotações das commodities sobre a inflação, mas que agora, no entanto, esta última predominou principalmente em açúcar, algodão e soja, que caíram 7,58%, 3,96% e 1,83, respectivamente, liderando a lista de maiores influências negativas do IPA.

O economista, contudo, esperava que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) ficasse em 0,50%. Segundo a FGV, o indicador foi de 0,53%, mais baixo do que a variação de 0,65% em setembro. A taxa coincidiu com a mediana das estimativas coletadas pelo AE Projeções, que iam de 0,45% a 0,60%. "Inicialmente, esperávamos IGP-M de 0,60% mas, posteriormente, revimos para 0,50% justamente por causa dos preços agropecuários", explicou Rotta.
Dessa maneira, Rotta atribuiu o IGP-M levemente acima da sua aposta ao desempenho dos preços industriais, que aceleraram de 0,45% para 0,91%. "O IPA Industrial surpreendeu um pouco para cima", afirmou, destacando o avanço de 5,5% nos preços do minério de ferro. "Apesar da queda das cotações no mercado internacional, internamente ainda parece haver um efeito da depreciação do câmbio, que joga a cotação em reais mais para cima", observou. O minério de ferro liderou o ranking das maiores influências positivas do IPA. Para novembro, a previsão da Quest é de que o IGP-M fique em 0,55%.

Fonte: G1.com

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