O preço do leite pode chegar a R$ 2 nas prateleiras dos supermercados se nos próximos 15 dias se não chover o suficiente para minimizar os efeitos da estiagem nas pastagens do Rio Grande do Sul, dizem o Sindicato da Indústria Leiteira (Sindilat) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag).
O presidente do Sindilat, José Mário Hansen, alerta que a quebra na produção pode chegar a 50% na região Norte do Estado - a média deve ficar em 12%. "O pasto de verão está sendo eliminado", alertou. "A cadeia está sendo afetada tremendamente. Consequentemente, a indústria não pode baixar o preço do leite porque isso afetaria ainda mais o produtor", completou.
A Fetag já trata o problema como sendo seca - mais grave que a estiagem - a situação causada pela falta de chuva no Estado. Conforme o vice-presidente, Carlos Joel da Silva, a precipitação ocorre de forma isolada e insuficiente. Ele disse que produtores enfrentarão dificuldades para pagar financiamentos que conseguiram com os bancos em função do prejuízo que sofrerão. "E vai haver aumento para o consumidor", anunciou.
A matéria é do Correio do Povo, resumida e adaptada pela Equipe MilkPoint.
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